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Nascida às margens do Rio Caeté e do Oceano Atlântico, Bragança também emerge de confluências culturais, com a produção artística forte que pode ser encontrada em vários lugares do nordeste paraense. Foi dessa inspiração natural do bragantino que surgiu o projeto “Pintura Coletiva em Bragança”, do artista plástico da terra Tarcísio Ribeiro. O projeto promoveu oito oficinas onde moradores da cidade, de diferentes idades, profissões, graus de estudo e vivências, se reuniram para experimentar a linguagem da pintura e comporem uma criação feita com muitas mãos. A exposição desse experimento será aberta neste sábado, 12, com show musical no centro da cidade.

Selecionado no Prêmio Preamar 2020, do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (Secult), o artista explica que a ideia surgiu de sua experiência com a produção coletiva. “No meu trajeto com pintura, experimentei muitas vezes pintar a duas, quatro, seis mãos… Esse projeto foi então uma realização desses planos antigos. Nesse meio tempo novas concepções foram incorporadas, como por exemplo, a pintura de poltípico, técnica que venho me dedicando desde 2016”, explica Tarcísio.

Um politípico é composto por painéis fixos ou móveis, que completam uma unidade ou formam um conjunto. A partir das pinturas produzidas nas oficinas, Tarcísio Ribeiro realizou sua própria intervenção, com seu olhar experiente, resultando no painel que agora pode ser apreciado pela cidade, em uma homenagem à Pérola do Caeté. “Nas oficinas adaptei o plano do painel que imaginei inicialmente pintar sobre as pinturas dos participantes, encaixando-as, para pintar o painel com base nas pinturas deles, e expor também as pinturas originais”, explica.

Sobre o processo criativo, Tarcísio conta que foi uma experiência única para os participantes das oficinas, ainda mais por conta do contexto de isolamento social imposto pela pandemia, que influenciou diretamente a produção artística. “Foi muito interessante. Todos começávamos a sair paulatinamente das nossas casas após o momento mais intenso de isolamento social que vivemos este ano. As oficinas ocorreram dentro dos padrões de segurança do decreto municipal, com uso de máscara, álcool gel, distanciamento e etc, e a pintura vem acompanhada de concentração, silêncio e bem estar. Tivemos muitos momentos de silêncio e vento dentro das oficinas e creio que todos gostamos”, diz o artista.

Para celebrar todo esse trabalho, os participantes das oficinas e o público serão presenteados ainda com um show no formato voz e violão, com Olivar Barreto e Renato Torres, a partir das 19h, na praça Antônio Pereira, no centro da cidade. “Da minha parte, tive a sensação de me ver começando a pintar 30 anos atrás. A sensação foi muito boa, assim como foi muito legal pintar a partir dos temas trazidos pelos participantes. Me senti duplamente em casa com essa pintura em Bragança”, finaliza o idealizador.

Serviço

Exposição “Pintura Coletiva em Bragança”

Sábado, 12, das 19h às 23h.

Praça Antônio Pereira, Centro de Bragança

Participação musical de Olivar Barreto e Renato Torres.

 

FONTE: Oliberal

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