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“Do ponto de vista do governo, não existe [possibilidade de] prorrogação”, respondeu o ministro

O auxílio emergencial deve ser encerrado ao fim do ano, disse nesta segunda-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, em palestra promovida pela Empiricus e pela Vitreo. “Do ponto de vista do governo, não existe a prorrogação”, disse ao ser questionado sobre a possibilidade de estender o benefício pelos primeiros meses de 2021.

Segundo Guedes, a economia está “voltando” e os números da pandemia de covid-19 estão “descendo”. “Evidentemente, há muita pressão política, tem gente falando em segunda onda [de contágio no Brasil]”, acrescentou.

O Bolsa Família gerou muitos dividendos políticos a quem o criou, comentou o ministro. “Houve um impacto social muito grande”, disse. Originalmente, custava R$ 10 bilhões, o que é relativamente barato.

“Coisas boas devem ser mantidas e melhoradas”, disse o ministro. Segundo ele, desde a campanha do presidente Jair Bolsonaro, discutia-se um projeto antigo do economista americano Milton Friedman, de garantir uma renda mínima aos cidadãos. A ideia era consolidar mais de 20 programas sociais e focalizar mais o benefício.

A ideia foi discutida com o pai do Bolsa Escola, José Márcio Camargo, e o pai do Bolsa Família, Ricardo Paes de Barros, disse Guedes. Tudo isso, antes da pandemia, ressaltou.

O auxilio emergencial, porém, não é da mesma família. “É diferente. Foi lançado para os invisíveis, para quem tinha o emprego informal.” A proposta original, lembrou, era um benefício de R$ 200. O Congresso elevou o valor e o governo fixou-o em R$ 600. Atualmente, o benefício é de R$ 300.

Segundo Guedes, o Brasil foi uma das economias mais sucedidas do mundo em manter o emprego formal, com uma perda de 100 mil empregos a menos que na crise de 2015. “Daqui até o fim do ano, é possível que tenhamos perda de 300 mil empregos formais”, disse.

“Vamos ficar entre um quinto e um terço das crises anteriores [em número de postos de trabalho formal fechados]. Essa perda, na avaliação do ministro, ainda é um resultado positivo.

FONTE: Valor Econômico

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