Espalhe por ai:

O assassinato do radialista Jairo Sousa, de 43 anos, em Bragança, no nordeste do Pará, completará 2 anos e 6 meses neste mês, com o processo de julgamento ainda sem conclusão.

Na manhã desta quarta-feira (09), foi realizada mais uma audiência de instrução do caso, com a presença de testemunhas, advogados e acusados.

No dia 21 de junho de 2018, por volta das 4h50min Jairo José de Sousa chegava ao trabalho para apresentar seu programa matinal “Show da Pérola”, que ia ao ar das 5h às 9h. Depois de trancar o portão do residencial onde funciona a rádio e subir alguns degraus, ele foi baleado por Dione de Sousa Almeida, com dois tiros que atingiram sua costa, como aponta o inquérito policial.

Há 12 anos, ele usava colete à prova de balas por conta das ameaças recebidas ao longo de sua carreira em rádios e emissoras de televisão, naquela madrugada, estava sem o colete.

Em seu programa, Jairo fazia denúncias, como obras realizadas por empresas que pertencem a parentes de prefeitos, secretários e vereadores, falta de merenda escolar, editais com licitações supostamente fraudadas, além de ofertas de emprego feita por secretários a vereadores em troca de apoio político.

Jairo Sousa, que já havia trabalhado na Rádio Pérola FM, há duas décadas, voltou para o microfone daquela rádio oito meses antes de sua morte. Antes, trabalhou pelo menos 10 anos na cidade de Capanema, com o programa Patrulhão, programa diversas vezes premiado, bem como, Jairo Sousa.

A promotoria de Bragança, ofereceu denúncia contra 11 pessoas envolvidas no assassinato do radialista, entre elas, o ex vereador Cesar Monteiro, que teve o mandato cassado por ser o acusado de ser o mandante do crime. Segundo os autos do inquérito, o crime foi encomendado a um grupo de extermínio e teria custado R$ 30 mil. O motivo seria a insatisfação de um grupo político diante das denúncias feitas diariamente pelo radialista. Uma possível “vaquinha” entre diversas pessoas teria sido feita para arrecadar o valor combinado com José Roberto Costa de Sousa, conhecido como Calar, que é apontado de chefiar o grupo de pistolagem no nordeste do estado. O vereador Cesar Monteiro teria ficado como responsável pela negociação da morte.

Em novembro de 2018, cinco meses após o crime, cerca de 50 policiais participaram da “Operação Pérola”, o nome faz menção ao programa que Jairo apresentava, que prendeu diversos envolvidos no crime. Desde que César Monteiro foi preso, sua casa no km 7 da rodovia Dom Eliseu foi pinchada diversas vezes, a última vez trouxe a mensagem “aqui César Monteiro arquitetou a morte do Jairo Sousa” que foi apagada posteriormente.

A prisão do então vereador César Monteiro aconteceu no dia 8 de abril, após um período em que esteve foragido da justiça, porém em setembro, uma decisão judicial concedeu prisão domiciliar para que o acusado realizasse uma cirurgia. Há uma grande expectativa pelo depoimento de César Monteiro, que poderia revelar outros envolvidos no crime.

Familiares, amigos e admiradores do seu trabalho cobram justiça por sua morte, além de manter viva a memória e todo o legado do radialista que deixou muitos filhos e amigos em todo lugar que passou.

FONTE: Braga News

Espalhe por ai:
https://www.braganews.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG-20201209-WA0014-1024x576.jpghttps://www.braganews.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG-20201209-WA0014-150x150.jpgDa redaçãoCidadesO assassinato do radialista Jairo Sousa, de 43 anos, em Bragança, no nordeste do Pará, completará 2 anos e 6 meses neste mês, com o processo de julgamento ainda sem conclusão. Na manhã desta quarta-feira (09), foi realizada mais uma audiência de instrução do caso, com a presença de testemunhas,...