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Áudios que circulam no Whats App este final de semana entre autoridades da segurança pública no Pará apontam uma suposta negociação entre o tenente-coronel Vicente Neto, da Polícia Militar, com líderes da organização criminosa Comando Vermelho.

As conversas obtidas pelo site Ver-o-Fato mostram diálogos sobre facilidades dentro das penitenciárias, como o Complexo de Americano, em Santa Izabel do Pará.

Há solicitações relacionadas a visitas íntimas, quatro refeições diárias, banho de sol, troca de colchões e monitoramento de tornozeleiras eletrônicas.

Os áudios também trazem relatos de supostas torturas que teriam resultado no afastamento de um diretor envolvido, exonerado pelo secretário de administração penitenciária, Jarbas Vasconcelos.

Em um trecho de outro diálogo, um preso liga para a “inteligência” do Comando Vermelho e fala com um homem chamado “tio”.

Ele afirma estar reunido com lideranças que são nomeadas uma a uma em um “shopping, o CRP-P2”, onde estariam nove integrantes.

De acordo com o áudio, outros presos da organização foram transferidos da cadeia em razão de operação prevista. Eles tratam sobre um tal de “Salve” e falam sobre outro criminoso, por celular, perguntando se tem como “segurar essa parada aí”.

“Tio” responde: “a luta foi constante e já vai entrar no segundo ano. Todo mundo sabe, até mesmo o Núcleo de Inteligência, que o nosso intuito era esperar a intervenção federal ir embora e a gente ganhar o nosso espaço de visitas, alimentação, aguentando mais um pouco”, diz.

Ele continua: “Então, as nossas estruturas se tornaram mais agressivas, onde nunca colocamos o nosso poder de organização nas ruas por respeito aos amigos que pediram pra nós segurar [sic]”.

A liderança reivindica mais visitas nas penitenciárias. Sobre as visitas, os diálogos no áudio afirmam que a limitação das visitas é relacionada ao cenário da pandemia de covid-19 no Pará, com o objetivo de evitar a contaminação de funcionários das penitenciárias.

Também é dito que advogados estão entrando na cadeia e pegando dinheiro dos detentos sem cumprir as promessas.

Durante a conversa no terceiro áudio, a voz que aparece é do homem conhecido por Ringo Alex, falando com o coronel Vicente.

Um detento ligado ao CV passa o telefone ao militar e eles conversam. Segundo a liderança do Comando Vermelho, o mais importante é que haja uma aliança em todo o Pará.

O coronel Vicente afirma que, sempre que casos de tortura no cárcere foram registrado, a Seap irá tomar todas as providências cabíveis.

Após a conversa, uma circular do Comando Vermelho foi distribuída nas redes sociais com ameaças aos agentes penais. Veja:

“Viemos através dessa nota CIRCULAR Transparecer a todos que o acordo que foi feito com a SEAP a respeito de nossos irmãos no privado, que foi prometido a eles seus direitos legais, e sendo assim acabariam as mortes na rua dos policias penais, mas não fizeram o que prometeram na conversa recente por telefone e nesses áudios que vazou por ai e continuam oprimindo nossos irmãos dentro do cárcere
Aonde o que nos apenas queríamos era nossos direitos dentro do privado e deixar nossos amigos pagar sua pena perante a justiça
Então por esse motivo vamos deixar bem claro que a partir da data de hoje dia 28/03/2021 em todo solo paraense, aonde estiver um funcionário administrativo ou policial penal (SEAP) podem matar e onde tiver um órgão público vamos explodir ,pontes etc…ate a segunda ordem.
Esperamos que todos tenham compreendido creio que não ficou brechas para armazenamento de dúvidas. ATT: COMANDO VERMELHO CVRL PA & RJ🇦🇱🇧🇷
SE EU AVANÇAR SIGA-ME
SE EU RECUAR MATE-ME
SE EU MORRER VINGA-ME
PAZ 🏳
JUSTIÇA⚖
LIBERDADES”

Segundo o site Ver-o-Fato, declarações por escrito atribuídas ao coronel Vicente também circularam nas redes. Confira o teor da mensagens:

“Senhores, com relação a esses áudios, isso são técnicas de negociação, todos sabemos que não existe acordo… o crime perdeu o poder e os privilégios que tinha e estão revidando pro estado ceder, assim como tem técnicas e táticas no gerenciamento de crises. Eu não afrouxei ou foi permitido tais regalias, os presos foram todos para presídios federais. Agora usar um áudio de maneira equivocada e querer deturpar é fácil, minha postura sempre foi e será seria. Foi determinado fim do procedimento? Foi autorizado visita íntima? Colchões, alimentação e banho de sol é regalias ou previsão na LEP (Lei de Execução Penal, não é para cumprir a lei? Apurar tais atos de abuso ou torturas, não é para fazer? Mandar o preso monitorado na CIME , p verificar o dispositivo não pode?”

O chefe do Ministério Público do Pará, Gilberto Valente Martins, informou ao Ver-o-Fato que irá remeter as gravações para distribuição entre promotorias militares, também para o Grupo de Combate à Corrupção e Crime Organizado (Gaeco), além do Controle Externo do MP, áreas com a competência de apuração.

A reportagem de O Liberal já solicitou manifestação do governo do estado e aguarda resposta.

FONTE: Oliberal

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