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No mês de janeiro, os consumidores terão custos mais baixos que dezembro com a conta de luz. Conforme definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o ano começou com a bandeira tarifária amarela, em que há a cobrança de 1,34 centavo por quilowatt hora (kWh). Este valor é menor que o estabelecido para o mês passado, quando foi ativada a bandeira vermelha, com preço de 6,2 centavos para o mesmo consumo. No Pará, cada kWh custa R$ 0,68, segundo a Equatorial Pará, e a média de consumo dos paraenses é de 150 kWh por mês.

O executivo de Relacionamento com Cliente da Equatorial, Gilliard Vaz, explica que as bandeiras tarifárias regulam o valor pago pela energia conforme a escassez ou disponibilidade de água nos reservatórios das hidrelétricas. Ou seja, quanto mais água disponível, mais energia pode ser produzida, o que reduz os custos ao consumidor final.

“Na bandeira verde não há nenhum acréscimo de tarifas, então o consumidor paga apenas a energia que consumir e os tributos, sem taxas extras, já que temos um bom armazenamento de água nos reservatórios. Na bandeira amarela há a cobrança de 1,34 centavo por kWh. Já na vermelha, que tem duas fases, é pago 4 ou 6 centavos a mais por kWh consumido. Esse seria o cenário mais crítico”, pontuou o especialista.

Mesmo com a redução dos valores de dezembro para janeiro, o presidente do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica, Carlindo Lins, diz que isso não significa que as contas de luz deste mês serão baratas. “O melhor cenário seria o verde, em que não há incremento no consumo. Estamos no amarelo. Mesmo se a tarifa fosse a melhor possível, ainda não poderíamos comemorar, porque nossa energia é cara desde a bandeira verde. Não é porque caiu para a amarela que vamos ligar tudo. Temos, no Pará, a energia residencial mais cara do país. Isso pesa no bolso em qualquer mês”, afirma.

Segundo ele, o consumidor precisa ter cuidado com a energia a todo tempo. Uma das maiores precauções deve ser com os equipamentos que são aquecidos com a eletricidade: ferro de passar, torradeira, chuveiro elétrico, chapinha, secador e outros. Por isso, devem ser usados com cautela. O ar condicionado, que depende da energia para gelar, também deve ser usado de forma consciente, como explica Carlindo. “É só não deixar ligado quando ninguém está usando e tentar usar menos. A geladeira não tem como economizar. Muita gente desliga durante a madrugada, mas quando ligar, a temperatura vai baixar, ela vai trabalhar mais para restabelecer a temperatura anterior, acaba gastando o mesmo”.

Para o economista Nélio Bordalo, uma das principais dicas para as famílias é envolver os filhos, que, geralmente, são os que mais gastam energia. A ideia é que os pais chamem as crianças e os adolescentes que já têm mais discernimento para que eles entendam como funcionam os gastos de uma casa e como uma conta de luz pode prejudicar o orçamento familiar. Caso a conversa seja difícil, o economista indica que os pais façam uma espécie de campanha, com o objetivo de reeducação. Ao final do mês, se a conta ficar menor, os pais podem comprar uma pizza para os filhos, como recompensa. Outra dica dada por Nélio é que o consumidor observe o selo de consumo antes de comprar um aparelho – os de letra “A” consomem menos, enquanto os de outras letras custam mais.

Na casa da advogada Larissa Duarte, de 31 anos, a conta de luz custa, em média, R$ 50 por mês. De dezembro para janeiro, o valor não mudou. Ela mora sozinha em um apartamento que tem uma cozinha, uma sala, um banheiro e um quarto, mas passa o dia fora, trabalhando, e quando deixa a residência desliga todos os aparelhos desnecessários – ficam ligadas apenas a geladeira e a fonte dos gatos. “Na casa da minha avó, que moram só duas pessoas, a conta dá R$ 600, mas porque ela passa o dia todo em casa, então acaba ligando várias coisas. No meu caso, não, uso somente o necessário durante a noite”, diz.

Confira dicas para economizar na conta de luz:

1. Tenha um consumo consciente

2. Não deixe aparelhos e luzes ligados em ambientes que não estão sendo usados

3. Retire os carregadores de celulares e os computadores da tomada após o uso

4. Mantenha o ar condicionado no automático

5. Acumule roupas para passar e lavar uma vez na semana ou de 10 em 10 dias. No caso da máquina de lavar, é interessante usar toda a capacidade de peso.

6. Na hora do almoço e jantar, retire os alimentos da geladeira de uma vez, para evitar abrir a porta com frequência

7. Veja o selo de consumo antes de comprar um aparelho

FONTE: Oliberal

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