Espalhe por ai:

O desemprego diante da pandemia do coronavírus bateu novo recorde em outubro, apontam os dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o Brasil encerrou o décimo mês do ano com um contingente de 13,8 milhões, cerca de 3,6 milhões a mais que o registrado em maio, o que corresponde a uma alta de 35,9% no período. Com isso, a taxa de desemprego ficou em 14,1%, a maior da série.

O levantamento foi feito por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas.

Os dados da Pnad Contínua mais atuais são referentes ao trimestre terminado em setembro, quando o país atingiu taxa de desemprego recorde, de 14,6%, com cerca de 14,1 milhões de brasileiros em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho.

Flexibilização do isolamento pressiona o mercado de trabalho

De acordo com o IBGE, o aumento do desemprego diante da pandemia está diretamente relacionado à flexibilização das medidas de distanciamento social impostas para conter a disseminação do coronavírus.

“Com o retorno das atividades ao redor do país, mais pessoas estão, mês a mês, pressionando o mercado de trabalho em busca de uma ocupação”, afirmou a coordenadora da pesquisa Maria Lúcia Vieira.

Segundo a pesquisa, em outubro, 12,4% de toda a população do país se dizia rigorosamente isolada, em distanciamento social. Em julho, esse percentual era de 23,3%.

Outro dado que indica a queda do distanciamento social é o percentual de trabalhadores ocupados que estavam afastados do local de trabalho. Em outubro, eles representavam 2,8%, enquanto em maio esse percentual era 18,6%.

Enquanto o número de desempregados aumentou em 35,9% na comparação com maio, o número de trabalhadores ocupados teve queda de 0,3% no mesmo período, o que corresponde a uma redução de 270 mil pessoas.

Já na comparação com setembro, porém, a ocupação teve alta de 1,4%, o que equivale a cerca de 1,2 milhão de trabalhadores a mais que ingressaram no mercado de trabalho.

“O nível da ocupação era de 49,7% em maio, passou para 48,6% em setembro e chegou em 49,3% em outubro, configurando uma trajetória em ‘U’, com seu valor mínimo em julho (47,9%)”, destacou o IBGE

 

FONTE: G1

 

Espalhe por ai:
https://www.braganews.com.br/wp-content/uploads/2020/12/desemprego.jpghttps://www.braganews.com.br/wp-content/uploads/2020/12/desemprego-150x150.jpgDa redaçãoEconomiaAumento,Desemprego,pandemiaO desemprego diante da pandemia do coronavírus bateu novo recorde em outubro, apontam os dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, o Brasil encerrou o décimo mês do ano com um contingente de 13,8 milhões, cerca de 3,6 milhões a mais...