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O Brasil está está na 84ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre 189 nações. O país caiu cinco posições no índice que mede a saúde, a educação e o padrão de vida dos países em relação a 2019. As informações são do relatório lançado nesta terça-feira (15) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O documento apresenta uma variante experimental para a medição do desenvolvimento humano, incorporando dois outros elementos: emissões de dióxido de carbono e pegada material dos países (extração de matéria-prima no mundo para atender à demanda nacional). A mudança mostra o impacto que pode ocorrer no campo do desenvolvimento se o bem-estar das pessoas e a integridade do planeta forem considerados conjuntamente para definição do progresso humano.

“O poder que nós, humanos, exercemos sobre o planeta não tem precedentes. Diante da covid-19, de temperaturas que quebram recordes históricos e de uma desigualdade que vem se reproduzindo, é chegado o momento de usar esse poder para redefinir o que entendemos como progresso, para que nossas pegadas de carbono e consumo não permaneçam ocultas”, disse Achim Steiner, chefe mundial do PNUD.

O levantamento se refere ao ano de 2019 e, portanto, ainda não avalia os impactos da pandemia de covid-19 no desenvolvimento humano. Entretanto, já projeta uma quebra na curva ascendente dos países nas dimensões humanas para o próximo relatório, o que pode indicar que a atual pandemia é resultado do desequilíbrio ambiental.

Segundo a pesquisa, as novas estimativas preveem que, até o ano 2100, os países mais pobres poderão enfrentar até mais 100 dias de clima extremo por ano devido à mudança global do clima. Para o PNUD, esse número pode ser cortado pela metade se o Acordo de Paris for totalmente implementado.

No novo índice ambiental, o Brasil sobe dez posições no ranking neste IDH específico. Segundo o relatório, o índice não significa um avanço do país ao considerar a pressão ao meio ambiente.

O relatório

O 30º Relatório de Desenvolvimento Humano, “A Próxima Fronteira: Desenvolvimento Humano e o Antropoceno”, considera que as pessoas e o planeta estão entrando em uma era geológica inteiramente nova, o Antropoceno ou era dos humanos, e recomenda que países ricos e pobres devem redesenhar suas trajetórias de progresso e diminuir a pressão humana sobre o planeta.

FONTE: Oliberal

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