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Uma pesquisa feita pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base no balanço do Ministério da Saúde divulgado nessa terça-feira (1º/12), mostra que 18 Estados brasileiros impulsionaram o rastro letal do novo coronavírus no último mês. Isso significa que esses locais registraram pelo menos uma semana com alta de mais de 15% nos indicadores em comparação aos 14 dias anteriores. Em outubro, apenas nove contabilizaram alta.

Entre os Estados, as unidades federativas com média de mortes em ascensão há quatro semanas consecutivas são Acre e Santa Catarina . Nessa terça (1º), o Estado mais ao norte do país registrou aumento de 175%; o da região Sul, 140%. Dos 16 restantes, 10 tiveram apenas um pico na taxa e seis ficaram em oscilação, com semanas estáveis e piores. Para os outros nove Estados – Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Piauí – o mês de novembro foi mais tranquilo, com estabilidade e quedas maiores do que 15%.

Segundo o microbiologista Átila Iamarino, que se tornou uma das principais vozes da ciência sobre o coronavírus no Brasil, “estamos em um aumento de casos que pode se tornar uma onda se não agirmos. ‘Ondas de casos’ não são fenômenos naturais incontroláveis. Testando e rastreando, dá tempo de agir. Por isso alguns países europeus entraram em lockdown. E agindo antes, nem isso é necessário”, explicou.

O infectologista Renato Grinbaum, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, afirmou que o país vive um momento de recrudescimento da pandemia. “Se é segunda fase ou segunda onda, isso é semântico. É irrelevante dizer se é segunda onda ou o fim da primeira, isso é uma bobagem. O que interessa é que existe um aumento real de casos no Brasil, que é preocupante”, diz o infectologista.

Já o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, recomendou que o Brasil leve “muito a sério” os crescentes números de casos de Covid-19 no país. A afirmação foi feita durante coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (30). Ghebreyesus comemorou a queda de novos casos reportados globalmente, mas chamou a atenção para a situação local. “O Brasil teve seu ápice em julho. O número de casos estava diminuindo, mas em novembro voltou a subir. O Brasil precisa levar muito a sério esses números. É muito preocupante”, disse.

 

FONTE: Oliberal

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