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A safra paraense de grãos deve chegar a 2,845 milhões de toneladas em 2020, de acordo com a estimativa de novembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado ontem (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado representa uma alta de 2,5% em relação a colheita obtida em 2019, que foi de 2,77 milhões de toneladas (um incremento de 68,13 mil toneladas). A estimativa é ligeiramente inferior a do mês anterior (-0,3%), que indicou a produção de 960,254 milhões de toneladas em 2020. Mesmo com a leve retração, o resultado mantém a estimativa de recorde na série histórica do IBGE. Vale lembrar que o recorde para safra de grãos no Pará foi anotado justamente no ano passado.

Ainda segundo a pesquisa, a estimativa da área a ser colhida no Estado é de 957,44 mil hectares (1,5% da área nacional), apresentando acréscimo de 2,6% frente à área colhida em 2019 (933,55 mil hectares). Na comparação com o mês anterior, a previsão também sofreu ligeira alteração (-0,3%). No ranking nacional, o Pará é o 13º maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 1,1%. Entre as Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,9%, seguido pelo Paraná (16,0%), Rio Grande do Sul (10,5%), Goiás (10,3%), Mato Grosso do Sul (8,0%) e Minas Gerais (6,2%), que, somados, representaram 79,9% do total nacional.

Entre as regiões, o Centro-Oeste, com 119,75 milhões de toneladas (47,5%), lidera com maior volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, seguido pelo Sul com 73,28 milhões de toneladas (29,0%), Sudeste, com 25,58 milhões de toneladas (10,1%), Nordeste, com 22,38 milhões de toneladas (9,0%) e Norte, com 10,96 milhões de toneladas (4,4%). A produção total de grãos apresentou variação anual positiva para quatro regiões, sendo negativa apenas para a Sul (-4,7%). Em todo o País, o IBGE estima produção de 252 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2020.  Em relação à safra obtida em 2019 (241,5 milhões de toneladas), a estimativa atual é 4,4% superior (mais 10,5 milhões de toneladas); e em relação ao mês anterior, não houve alteração.

A produção agrícola no Estado permanece sendo liderada pela mandioca com 3,81 milhões de toneladas – 20,3% da participação nacional. Contudo, a raiz muito presente na alimentação da população paraense, teve uma redução de 2,7% em relação a produção de 2019 (3,92 milhões).  Quanto a área plantada, a safra de junho de 2020, apresentou cerca de 278 mil hectares, número ligeiramente maior (0,3%) que na safra de 2019 em que este produto de lavoura registrou aproximadamente 275 mil hectares. Já a área colhida apresentou um aumento de 1,9% em novembro de 2020 com 271,9 mil hectares, ante 264,8 mil hectares na safra de 2019.

No mês de novembro os produtos de lavoura soja, milho e arroz se destacaram na produção agrícola paraense. A soja é a segunda cultura mais produzida no Estado registrando 1,86 milhão de toneladas – 4,6% acima da produção do ano passado de 1,78 milhão de toneladas. Em relação ao milho, a primeira safra foi de 499,5 milhões de toneladas. Já na segunda safra a cultura registrou 339,4 milhões de toneladas, registrando um movimento semelhante a produção nacional. A cana-de-açúcar é a terceira cultura de destaque na produção agrícola do Estado do Pará. De acordo com o LSPA, a décima primeira estimativa de 2020 prevê a produção de 1,06 milhão de toneladas  – 0,2% acima da produção de 2019.

Nas posições seguintes aparecem as produções de banana, com 406,9 mil toneladas (+6,3% em relação a produção de 2019); laranja, com 244,8 mil toneladas (-1,2%); cacau, com 144,6 mil toneladas (+11,9%); e arroz, com 104,5 mil toneladas (+10,4%).

FONTE: Oliberal

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