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A partir da próxima segunda-feira (5), os consumidores poderão comprar o gás de cozinha com valores ainda mais elevados. Isso porque, nesta sexta-feira (2), passou a valor um novo reajuste anunciado pela Petrobras às distribuidores, de 5%. Com isso, o valor passa a ser de R$ 3,21 por quilo, com uma alta média de R$ 0,15 por quilo, valendo tanto para o uso em indústrias quanto para o uso doméstico.

Desde o início deste ano, este já é o quarto reajuste feito pela petrolífera, sendo que os outros foram: de 6%, em 7 de janeiro; de 5,1%, em 9 de fevereiro; e de 5,2%, em 1º de março. Isso faz com que já sejam mais de 20% de reajuste apenas em 2021. O presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás Liquefeito de Petróleo do Pará (Sergap), Francinaldo Oliveira, afirma que o setor foi pego de surpresa, já que a expectativa era de queda nos preços.

“Acabou o inverno na Europa e, com isso, a demanda por gás também reduz, e a oferta aumenta. Desta forma, esperava-se que houvesse uma redução no preço do gás. Todavia, chega mais um aumento de 5%. Para nós, isso prejudica demais o comércio e as empresas do segmento, porque não se consegue passar essa quantidade enorme de aumentos para o consumidor final, então as empresas, cada vez mais, estão ficando sufocadas”, comenta. Caso as revendedoras tivessem repassado todos os reajustes deste ano integralmente, o gás de cozinha custaria R$ 134,64, segundo o Sergap.

O empresário Paulo Soler, que atua na área de revenda de botijões de gás, afirma que cada reajuste é “péssimo” para as revendas, já que as empresas não conseguem repassar todos os percentuais. “Para os clientes, com esta pandemia e a falta de remuneração, é pior ainda. Ontem, dia 1º, foi repassado pela companhia Copagás, antiga Liquigás, um reajuste de R$ 1,04, alegando reposição de perdas. É absurdo o que elas estão fazendo com sua rede de revenda e com os consumidores”, opina Paulo. Em sua empresa, o botijão de gás custa R$ 90 na portaria e R$ 98 na entrega em domicílio.

Segundo pesquisa divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), em média, o botijão de gás de cozinha foi comercializado em Belém, na semana entre 21 e 27 de março, a um preço de R$ 89,98, podendo variar entre R$ 85 e R$ 99,99. O levantamento ainda aponta que, em todo o Pará, algumas empresas vendem por mais de R$ 100 cada botijão.

 

 

Fonte: O liberal

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