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Um pesquisador brasileiro confirmou que a variante do coronavírus detectada em viajantes japoneses que passaram pela região amazônica provém de uma linhagem que provavelmente circula no Brasil desde dezembro.

As autoridades japonesas informaram nesta terça-feira (12) que tentaram isolar a nova variante do coronavírus, detectada em quatro pessoas que vieram do Brasil, para analisá-la melhor.

“Isso poderia levar entre várias semanas e vários meses” e “portanto é difícil dizer agora quando poderemos dar detalhes”, disse à AFP um encarregado do Ministério da Saúde japonês.

A variante foi detectada em dois adultos e duas crianças que chegaram ao Japão em 2 de janeiro, provenientes do Brasil, sem que se saiba até o momento se é mais contagiosa ou perigosa do que as já conhecidas.

A mulher e uma das crianças, um menino, tiveram sintomas moderados. Uma menina, está assintomática. Mas o quarto contagiado, um homem na faixa dos 40 anos, foi hospitalizado com dificuldade para respirar.

O cientista brasileiro Felipe Naveca, que trabalha com a renomada Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), confirmou que esta variante do Sars-Cov-2, constitui uma evolução “de uma linhagem viral do Brasil, que circula no Amazonas”, que foi “denominada provisoriamente B.1.1.28 (K417N / E484K / N501Y)”.

“Os achados apontam, ainda, que a mutação detectada na variante B.1.1.28 é um fenômeno recente, provavelmente ocorrido entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021”, destacou a Fiocruz em um comunicado.

“O pesquisador informa que em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM) e o com o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) está conduzindo um levantamento genômico de indivíduos recentemente infectados com Sars-CoV-2 no Amazonas, com o objetivo de detectar a circulação dessa linhagem no estado”, acrescentou.

No fim de semana, o Japão notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre esta nova variante.

“Quanto mais a covid-19 se espalhar, mais possibilidades há de que continue evoluindo (…) A transmissibilidade de algumas variantes do vírus pode estar aumentando”, comentou na segunda-feira o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Todas as mutações de um vírus não são necessariamente contagiosas ou perigosas.

Mas as descobertas, em dezembro, de uma variante de covid-19 altamente contagiosa no Reino Unido e de outra na África do Sul causaram grande preocupação em todo o mundo, chegando a gerar dúvidas sobre a eficácia das vacinas frente a uma possível forma ultrarresistente do coronavírus.

O Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (NIID, na sigla em inglês) informou que a variante descoberta no Japão tem semelhanças com as do Reino Unido e da África do Sul.

 

FONTE: Folha de Pernambuco

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