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O médico paraense Patrick de Almeida, de 36 anos, foi vacinado contra o novo coronavírus na manhã desta quarta-feira (23), em Belleville, cidade americana do estado de Nova Jersey. Na rede de hospitais onde ele trabalha, assim que a compra da vacina das farmacêuticas Pfizer/BioNTech foi autorizada pelo governo, a empresa dividiu mais de 25 mil funcionários em três grupos: o de máxima, média e baixa prioridade. Ele foi incluído no primeiro. “Isso é porque trabalho diretamente com as pessoas que contraíram o vírus, inclusive as que estão em situação grave e precisam ser intubadas. Daqui 21 dias, tomarei a segunda dose e, após 10 dias desta, criamos a imunização”, prevê ele. A estratégia faz parte de uma política nacional estabelecida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, que alerta para a priorização de 30 milhões de trabalhadores de setores essenciais.
Ele diz que gostaria muito de ver toda a população se vacinando para que o mundo possa atingir a imunidade de rebanho o mais rápido possível. “A vacinação em larga escala, para que a população esteja protegida, seria de 70% a 95% da população. Esse é o cenário mais esperançoso, claro”, conta Patrick, aliviado, já que contraiu o coronavírus em maio mas já não possuía antivírus detectados no último exame que fez. Almeida avalia que a maioria da população está confiante que a vacina é a única solução e que os grupos antivacina fazem parte da exceção. “Estão todos com muita esperança. Há certos grupos com receios da vacina, imaginando que ela poderá oferecer efeitos colaterais longínquos. Mas a ciência está muito avançada, especialmente na área de imunização. A vacina foi feita em tempo recorde graças a esses avanços e dedicação dos cientistas em busca de uma vacina segura”, entende ele. Para desmanchar boatarias e desinformações, o presidente eleito Joe Biden (D) foi vacinado ao vivo em rede nacional de televisão no último dia 21, assim como a esposa Jill Biden. Uma semana antes, o atual vice-presidente Mike Pence (R) e a esposa Karen fizeram o mesmo gesto. A vice-presidente eleita Kamala Harris (D) irá se vacinar após o Natal, enquanto o atual presidente Donald Trump (R) ainda não anunciou se irá ser imunizado.

Patrick diz ficar aflito ao ver as notícias do Brasil, que ele acompanha pela TV e pelos jornais. As diferenças entre os dois países o assustam mais que as semelhanças. “As aglomerações aqui são muito controladas, em restaurantes e boates. Vejo que o Brasil não está com muito controle disso, especialmente em shows, feiras abertas. No início da pandemia, o Brasil demorou um pouquinho para levar isso a sério, enquanto outros países já estavam criando certos protocolos de prevenção. Tem certas coisas que a gente só aprende vendo por si só”, lamenta ele, que mora nos Estados Unidos há 15 anos. O país está batendo um recorde atrás do outro: chegou a mais de 18 milhões de casos e passou de 323 mil mortes – 3.239 só no último dia 22. Quando tudo isso passar e esses números negativos virarem história, Patrick já tem uma ideia do que quer fazer após tantos meses de trabalho no combate ao vírus. “A primeira coisa que farei após tudo isso é viajar, que eu amo. Quero muito voltar ao Brasil para tirar umas férias, matar saudade da minha terra e ver meu pai Jairo”, conta ele.

FONTE: Oliberal

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