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O gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de botijão ou gás de cozinha, ficará 5,2% mais caro a partir desta terça-feira, 2. De acordo com anúncio da Petrobrás, o preço do botijão de 13 quilos para as distribuidoras, nas refinarias, será de R$ 36,69, o que significa que ficará R$ 1,90 mais caro. Para o cliente comum, o preço “na ponta” continua preocupante, em tempo de aumento também da gasolina, do óleo diesel e dos alimentos.

Revendedores de gás no Pará relatam que o mercado está impactado, com os consumidores bastante insatisfeitos com os novos preços, chegando a agredir verbalmente os comerciantes da categoria, com xingamentos. Na Região Metropolitana de Belém, o preço mais encontrado da unidade de 13 quilos, de R$ 95, até ontem, deve ser encontrado entre R$ 98 e R$ 100, chegando a R$ 105 em bairros de classe alta.

Dobradinha com o combustível

O comerciante David Nascimento é proprietário de quatro pontos de revenda de gás na Grande Belém. Nas lojas da rodovia Augusto Montenegro, do bairro do Jurunas e do município de Marituba, o produto era vendido a R$ 95, enquanto no bairro de Canudos a R$ 93. “Provavelmente, passaremos para R$ 98 e, em alguns lugares, a até R$ 100. Além do preço do gás, houve o aumento do nosso custo operacional, já que o combustível teve reajustes consecutivos também, quase semanais, que também causaram impacto na nossa margem de lucro”, informa.

David Nascimento afirma ainda que o efeito dominó encareceu também o preço de materiais ligados ao transporte diário do setor. “Aumentaram os preços dos pneus, das motocicletas, das peças dos veículos. Até o botijão que compramos seco das engarrafadoras teve um reajuste de R$ 20 para a gente. Então, infelizmente, somos obrigados a aumentar os preços ao consumidor e o consumidor está gritando, porque está tudo muito caro”, afirma.

O presidente executivo do Sindicato das Empresas Revendedoras de GLP do Pará (Sergap), Francinaldo Oliveira, explica que os revendedores acabam não repassando os aumentos integralmente, já que, segundo ele, a população não teria condições de pagar o valor caso isso fosse feito.

“Os aumentos são péssimos para nós. Desde que esses aumentos começaram, em março do ano passado, quando o preço médio era R$ 70, se tivéssemos que repassar somente o preço da refinaria, o botijão estaria a quase R$ 130. Em poucos pontos de Belém o preço chega a R$ 100, porque há os valores que não foram repassados. Alguns comerciantes estão quase quebrando por não aguentar mais não repassar o aumento para a frente. Então a gente espera que a política de preços da Petrobrás seja modificada”, declara o representante do segmento.

Mercado internacional

Diante do novo cenário, a diretoria da Petrobras justifica, em nota, que seus preços são baseados no valor do produto no mercado internacional e na taxa de câmbio. “Importante ressaltar também que os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, destaca nota divulgada pela empresa.

FONTE: Oliberal

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