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O sarampo é uma doença grave, que pode até matar, e a preocupação é maior porque o Pará continua registrando casos da doença. Este ano, foram registrados 5.373 casos de sarampo no Pará. Em 2019, houve 410 casos. O alerta é do diretor de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Bruno Pinheiro. E as Campanhas de Vacinação contra o Sarampo e a Poliomielite foram prorrogadas até 30 de dezembro para dar mais uma oportunidade a quem ainda não se vacinou de entrar em 2021 protegido contra duas doenças graves. A vacina contra o sarampo é destinada às pessoas de 20 a 49 anos e a da pólio às crianças de 1 a 4 anos. As vacinas continuam disponíveis em todos os postos de vacinação do estado.

Segundo o diretor de Epidemiologia, Bruno Pinheiro, a meta da Campanha contra o Sarampo é vacinar 3.485.894 pessoas, de 20 a 49 anos. Mas, até o momento, foram vacinadas 960.015, correspondendo a apenas 27,54% da meta. Em relação à poliomielite, a meta é vacinar 595.688 crianças, de 1 a 4 anos, tendo sido vacinadas 367.182 até o momento, equivalente a 61,64% do esperado. “Então, temos mais uma oportunidade de reverter esse quadro. Esperamos que jovens, adultos e as famílias em geral percebam a importância do ato de vacinar e busquem a proteção nestes dez últimos dias do ano”, disse. “São 5.373 registros em 2020, sendo que em 2019 houve 410 casos registrados, portanto, é importante que a população esteja vacinada. Só assim será possível parar a circulação do vírus e o registro de novos casos”, afirmou, referindo-se ao sarampo.

“Com esse total, o Pará continua ocupando o primeiro lugar no ranking de casos no Brasil, sendo responsável por 64,3% dos casos registrados conforme o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde”, acrescentou Bruno Pinheiro.

Vacina contra sarampo está disponível nos postos de vacinação dos 144 municípios paraenses

Assim como a covid-19, o sarampo é uma doença altamente contagiosa. A diferença é que existe a vacina tríplice viral, que é eficaz contra sarampo, rubéola e caxumba, que também são doenças graves. “A vacina já existe e está disponível nos postos de vacinação dos 144 municípios paraenses, os cidadãos precisam fazer a sua parte, é uma luta de todos nós”, destacou Bruno Pinheiro. Os municípios com maior cobertura vacinal contra o sarampo são Brasil Novo, Santarém Novo e Vitória do Xingu. Já as cidades com menor cobertura vacinal contra a doença são Curralinho, Jacareacanga e Faro. Em relação à poliomielite, os municípios com a maior cobertura vacinal são Mojuí dos Campos, Mocajuba e São Domingos do Araguaia e as com menor índice são Cachoeira do Piriá, Breves e Jacareacanga.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda viral transmitida pela tosse, fala, espirro ou respiração de pessoas doentes. O paciente deve procurar atendimento médico assim que apresentar os primeiros sinais e sintomas da doença, que são febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. Todas as pessoas não vacinadas e que nunca adoeceram de sarampo são suscetíveis ao adoecimento, só a vacina garante a proteção.

A busca por atendimento imediato é primordial para que seja feita a notificação e a equipe de saúde possa agir para interromper a circulação do vírus entre as pessoas que tiveram contato com o doente. Os casos suspeitos de sarampo têm que ser notificados até 24 horas após o atendimento, para que seja iniciada a investigação pela Vigilância Municipal, que inclui a busca dos contatos não vacinados até 48 horas e o bloqueio vacinal até 72 horas após a notificação. A vacina contra o sarampo continua disponível em todos os postos de vacinação dos 144 municípios paraenses juntamente com a vacina contra a poliomielite.

FONTE: Oliberal

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