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Pessoas que se recuperam da covid têm níveis de proteção contra o vírus semelhantes aos dos pacientes vacinados, revela um importante estudo. Mas quem já teve covid e tem contato novamente com o vírus, apesar de não desenvolver sintomas, em grande parte, ainda pode transmitir o corona para outras pessoas, o que significa que cuidados, como uso de máscara, precisam continuar.

A Public Health England descobriu que a infecção anterior reduziu as chances de adoecer novamente em até 90 por cento. A diferença, claro, é que as pessoas que contraíram covid lidam com a possibilidade de sequelas graves, diferentemente de quem toma a vacina.

Os especialistas disseram que a proteção para os britânicos recuperados era “pelo menos tão boa” quanto a fornecida pelo imunizante.

No maior estudo desse tipo, envolvendo cerca de 21.000 funcionários do NHS (sistema público de saúde do Reino Unido), os pesquisadores descobriram que a “vasta maioria” tinha imunidade contra o vírus seis meses após inicialmente contraí-lo.

Especialistas disseram que os resultados “fortemente encorajadores” sugerem que a proteção provavelmente dura muito mais.

E combinado com a vacinação pode ajudar a aliviar a Grã-Bretanha (e outros países) mais cedo do que o esperado.

A pesquisadora principal, a professora Susan Hopkins, conselheira médica sênior da PHE, disse que “a infecção pelo vírus parece tão boa quanto a vacina, pelo menos neste intervalo de tempo [seis meses], o que é uma notícia muito boa para a população.

“E vai ajudar juntamente com a vacina a dar nível de imunidade à população, o que começaria a reduzir a transmissão. Portanto, no geral, esta é uma boa notícia, pois permite que as pessoas sintam que uma contaminação precedente as protege de infecções futuras, mas ao mesmo tempo não é uma proteção completa.”

Milhares

Cientistas acompanharam 20.787 pessoas por mais de cinco meses – incluindo 6.614 que já haviam contraído o vírus.

Eles descobriram que a infecção anterior por covid reduziu as chances de infecção sintomática em pelo menos 90 por cento.

Quando a infecção assintomática também foi considerada, a infecção anterior reduziu o risco em 83 por cento.

Em alguns casos raros, as pessoas pegaram o vírus uma segunda vez e tiveram cargas virais altas o suficiente para transmiti-lo.

Isso significa que mesmo aqueles que testaram positivo anteriormente para covid ainda devem seguir regras rígidas de bloqueio para evitar a propagação.

FONTE: Oliberal

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