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A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social não poderá mais divulgar os índices de isolamento social. É que, na terça-feira (23), a Segup foi informada que a empresa Inloco, responsável pelos índices de isolamento social, não fornecerá mais os dados. A decisão se deve ao desligamento de parte dos aplicativos parceiros anteriormente utilizados pela empresa para a consolidação dos números, o que reduz a precisão dos dados – e fez a Segup os considerar pouco confiáveis.

Diante desse cenário, a Segup não poderá mais dispor dessas informações. O Pará foi o segundo estado brasileiro a receber os dados e utilizá-los no enfrentamento à pandemia de covid-19 em todo o território paraense. Com base nos dados, foi possível saber quais cidades e bairros mais respeitavam ou desobedeciam ao decreto estadual que instituiu as medidas restritivas e, a partir disso, implantar ações de conscientização e fiscalização que favorecessem o isolamento social.

As informações eram usadas também para tomadas de decisões junto com estudos técnicos que envolvem várias instituições, como a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

Os dados começaram a ser utilizados e divulgados diariamente no ano passado, até o mês de agosto. Com o retorno do aumento dos casos da doença em 2021, os números voltaram a ser divulgados. No entanto, foi necessária uma interrupção, explicou o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado.

“Há cerca de um ano uma startup criou o sistema de monitoramento do isolamento social, ainda na primeira onda da pandemia, e o Pará foi, na época, o segundo estado do Brasil a utilizar essa ferramenta. Utilizamos diariamente até o mês de agosto de 2020, e depois continuamos com a avaliação. Porém, retornamos  a publicá-lo diariamente agora com as medidas mais restritivas no ano de 2021, em especial agora no lockdown”, disse Machado.

Segundo detalha o titular da Segup, completado um ano, “a empresa que tinha uma parceria com diversos aplicativos de onde surgiam as informações sobre a localização dos usuários, para que pudéssemos calcular o isolamento social, nos informou que esse contrato expirou e não conseguiu autorização para continuar usando os aplicativos. Em razão disso, nós não teremos mais atualização desses dados”.

“A empresa que tinha parceria com diversos aplicativos de onde surgiam as informações sobre a localização dos usuários, para calcular o isolamento social, informou que esse contrato expirou e não conseguiu autorização para continuar usando os aplicativos. Nós não teremos mais atualização desses dados. Isso não depende de questão financeira, e sim por questões de não se conseguir mais garantir a fidelidade dos dados”, afirmou o secretário Ualame Machado, da Segup

Falta de confiabilidade foi decisiva, diz Segup

A parceria foi considerada satisfatória pelo secretário, que enfatizou a importância da integração. Segundo ele, a falta de confiabilidade dos dados foi decisiva para o encerramento do serviço. “Nós ressaltamos que a parceria teve custo zero para o Estado, e o não prosseguimento independe de questão financeira, e sim por questões de a empresa não conseguir mais garantir a fidelidade dos dados, tendo em vista que vários aplicativos não estarão mais disponíveis. Então, a totalidade dos usuários não terá uma realidade retratada nesses índices e, por isso, a empresa, por seriedade e pela transparência, prefere parar de transmitir esse isolamento social, pois os dados não seriam tão reais como estavam sendo até agora”, explicou Ualame Machado.

A partir de terça-feira (23), a Segup conseguirá fazer o download de todos os dados desde março de 2020, mas não terá mais como divulgar os dados diariamente.

O monitoramento era feito por meio de um aplicativo que acompanhava o deslocamento de pessoas a partir dos sinais de aparelhos celulares, permitindo detectar aglomerações com base na localização de um número expressivo de dispositivos móveis no mesmo ponto por longos períodos, enviando ao servidor a informação do local e o número identificador dos aparelhos, sem, contudo, identificar diretamente o usuário (com informações da Segup).

FONTE: Oliberal

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