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No Pará, estão sob investigação, 75 notificações de pessoas que apresentaram supostas reações adversas após tomarem a primeira dose de alguma das vacinas contra a covid-19. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), os sintomas registrados não são considerados graves. A vacinação começou no dia 19 de janeiro no Estado. Segundo o Vacinômetro do Pará, com dados atualizados na segunda-feira (08), às 17h, 78.506 pessoas já receberam a primeira dose da imunizante.

“A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa que, até o momento, foram notificados 77 casos de pessoas que tiveram reações adversas causadas pelo imunizante. Deste total, dois foram descartados, pois não eram eventos adversos, e 75 estão sob investigação, sendo que nenhum deles é considerado grave”, informou, em nota.

“Os sintomas listados são náuseas, dor local, vermelhidão e episódio de diarreia – autolimitado”, detalhou a nota da Sespa, que também fez uma recomendação diante da possibilidade de surgimento de algum sintoma. “A recomendação é que, ao sentir esses sintomas, o paciente procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do seu município”.

Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações, a infectologista Tânia Chaves, que também é professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA), explicou que os EAs [eventos adversos] são ocorrências médicas indesejáveis após vacinação e que não necessariamente possuem relação causal com o uso de uma vacina.

“Há cerca de uma semana, foram realizadas duas milhões de doses das vacinas contra covid-19 no Brasil. Apenas 5 de 10 mil vacinados relataram algum efeito colateral. Matematicamente, significa que 0,05% dos vacinados relataram alguma reação. Estes números reforçam o perfil de segurança das vacinas contra covid-19 aprovadas pela Anvisa no Brasil. Até a presente data, mais de 90% da vacinação realizada foi com a vacina Coronavac”, disse a especialista.

Em geral, os eventos adversos são leves e duram, em média, oito horas. “O normal é que não haja nenhuma reação adversa. Mas, em geral, as queixas de dor no local, vermelhidão, uma ligeira coceira no ponto de aplicação, até mesmo sensação de peso no local, podem ser observados. Estes sintomas resolvem espontaneamente”, detalhou Tânia Chaves.

Na persistência dos EDs no período acima de oito horas, o vacinado deve informar os profissionais de saúde responsáveis no local em que recebe a vacina. Raramente, são situações de febre, dor de cabeça, dor muscular, náusea, ou diarreia, conforme ponderou a infectologista.

“Caso apresente algum evento adverso, deve informar a unidade ou serviço onde foi vacinado, para que seja realizada a investigação e a notificação do evento. Existe, no Brasil, um sistema robusto de notificação de EAPósVacina (EAVP), que é o SIPNI-EAVP. Plataforma bem conhecida de todos os postos de vacinação do território nacional”, disse Tânia.

“Uma vez informada a coordenação da unidade onde o usuário foi vacinado, a coordenação municipal/estadual/ e federal de vacinação encaminhará para uma equipe médica com expertise na investigação acurada do EA. Um evento adverso é considerado grave quando necessita de hospitalização, quando levam à morte ou abortamentos em gestantes”, concluiu

FONTE: Oliberal

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