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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, garantiu, nesta quarta-feira, 24, que o instituto enviou os últimos documentos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início do estudo clínico do soro anticoronavírus, desenvolvido no ano passado a partir do plasma de cavalos.

“Nós já tivemos duas rodadas de exigências da Anvisa, ontem à noite nós completamos essa segunda rodada. Então, neste momento, não temos nenhum documento pendente. E aguardamos a aprovação da Anvisa”, afirmou Dimas Covas.

A liberação pode sair até sexta-feira, 26, então o instituto poderá usar os 3 mil frascos prontos nos testes.

A ideia é usar o soro em pessoas contaminadas pela doença para descobrir qual a dose necessária para obter os efeitos desejados. Em testes, os anticorpos neutralizantes contra o novo coronavírus contidos no soro são até 150 vezes mais potentes do que os presentes em ex-pacientes da doença.

O soro tem a função de amenizar os sintomas da doença nas pessoas já infectadas, não sendo capaz de curá-las ou prevenir a doença. É como uma vacina, mas dada posteriormente, pós a entrada do vírus no organismo. O estudo é coordenado pelos médicos Esper Kallás e José Medina, da Universidade de São Paulo (USP).

Ainda de acordo com o diretor, o soro já está sendo produzido e aguarda liberação para entrar em linha de produção.

 

FONTE: Oliberal

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