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Com o fim dos auxílios emergenciais do governo federal, a hora de pagar a conta de energia elétrica, no Pará, preocupa ainda mais a população. Para especialistas no assunto, ajustar a rotina da casa ao limite disponível para o gasto na conta é aplicar os princípios de educação financeira nos hábitos das famílias. Não basta somente ter controle numérico sobre a renda mensal e a quantia ideal a ser economizada, é preciso também ter consciência sobre os efeitos do uso diário da energia. Neste ano, para os Estados da região Norte, a previsão é de que os consumidores tenham um aumento de 19,4% nas contas.

O economista Nélio Bordalo destaca que a conta de luz dos paraenses sofre influência de dois fatores principais: o pagamento decorrente das ligações clandestinas, popularmente conhecidas como “gatos”, e o adicional do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que representa hoje 25% da cobrança feita aos moradores do Pará. “Qualquer reajuste se torna preocupante em um cenário como o atual. Muita gente está sem renda, tivemos o fim dos auxílios. O impacto da mudança das tarifas será relevante. O que nos resta é alertar as pessoas para a importância de atentar para os hábitos que fazem a contam de luz aumentar”, diz o especialista.

Ar-condicionado, máquina de lavar e ferro de passar roupa, segundo Bordalo, são alguns dos “vilões” da conta de luz. “É necessário ter prudência no uso dessas máquinas, ter organização do tempo. Uma dica é separar uma vez na semana para lavar as roupas e passar. E utilizar o ar-condicionado o mínimo possível”, afirma. O uso demasiado do chuveiro também deve ser evitado, assim como o tempo do banho deve ser regulado.

“Na rotina da casa, os pais devem estar atentos para os hábitos dos filhos, pois geralmente crianças e, principalmente, adolescentes não têm muita noção de que o tempo que passam tomando banho ou com a luz do quarto acesa terá graves consequências na conta no final do mês. Então é importante mostrar a conta de luz para eles, demonstrar que tudo tem um gasto, falar sobre a importância de aproveitar a luz natural. Eu sou de uma família de sete filhos, meu pai sempre falou sobre esses assuntos para todos nós. De alguma forma, tive uma educação financeira. Por isso, hoje falo sobre educação financeira para as pessoas”, diz o economista.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou neste mês uma plataforma na internet que permite que os consumidores meçam o impacto do seu estilo de vida sobre as mudanças climáticas com a utilização de três calculadoras: a calculadora de equipamentos econômicos, com a qual o usuário avalia a relação custo-benefício de um eletrodoméstico considerando sua eficiência energética; a calculadora da tarifa branca; Para identificar se vale a pena aderir a essa modalidade tarifária, e a calculadora de emissão de gases do efeito estufa, medir e entender o grau de emissão de gás carbônico pelo qual tem sido responsável.

“O consumo de energia está diretamente relacionado às emissões de gases de efeito estufa e tem impacto na economia doméstica. Queremos sensibilizar a sociedade sobre isso, não apenas por meio de informações, mas oferecendo um serviço prático que auxilie em mudanças de comportamento”, explica o coordenador do Programa de Energia e Sustentabilidade do Idec, Clauber Leite. As calculadoras podem ser acessadas no endereço: http://climaeconsumo.idec.org.br/equipamentos.

Dicas para diminuir gastos

1- Utilizar a luz natural o máximo possível

2- Diminuir o tempo gasto na utilização de chuveiro elétrico

3- Utilizar máquina de lavar apenas uma vez por semana

4- Sempre apagar a luz de cômodos que não estão sendo ocupados

5- Atentar para o tempo de utilização de ar-condicionado

6- Passar o maior número possível de roupa de uma vez só

7- Ficar atento à potência dos equipamentos: um produto de 600w gasta mais energia que um de 300w usados pelo mesmo tempo

8- Aparelhos que esquentam muito são pouco eficientes energeticamente – a não ser que a função deles seja esquentar

9- prefira chapa de ferro na boca do fogão que chapas elétricas

10- Reduza o uso de secadores de cabelos

FONTE: Oliberal

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